Fala galera, vocês estão bem?
Na reunião de hoje, o Conselho de Política Monetária (COPOM), elevou a taxa de juros básica de 14,25% para 14,75% ao ano. Aumento de 0,5%. Aqui não vou ficar devaneando, fazendo simulações de investimentos e nem nada desse tipo. Mas sim, uma reflexão sobre a situação de uma maneira geral.
Essa taxa da Selic é a maior em quase 20 anos, sendo menor apenas que em julho de 2006, quando era 15,25% ao ano, no primeiro mandato do presidente Lula. Nem mesmo durante a pandemia do COVID-19 vivemos uma situação parecida, onde os gastos públicos no setor da saúde, e as constantes proibições de aglomerações, sentimos ao parecido. Esse aumento da Selic é devido a uma série de fatores. E um deles, é a inflação. Quanto maior a inflação, mais o Banco Central eleva a taxa Selic, em uma tentativa de controlar a inflação.
Então a primeiro momento, já percebemos um ponto em que o brasileiro de uma maneira geral está sendo prejudicado. Quanto maior a inflação, maior é a perda de poder de compra. Se a um ano atrás se comprava, vamos supor, 10 itens com R$100,00, hoje se compra 8 itens. Um mero exemplo, para entendermos o que acontece com o nosso dinheiro, perante a inflação.
E isso, observando a história, sempre acaba mal. Visto que a maioria da população, não possui meios de se proteger contra isso. Alguns poucos afortunados, conseguem. Mas como temos que lidar com a regra e não com a exceção. Hoje, a média salarial do brasileiro, não supera os R$3.500,00 (dados de 2023). E cá aqui entre nós, esse valor supre bem as necessidades de uma família? Na grande maioria dos casos, esse valor é insuficiente, quando falamos em termos uma vida digna. Com um cenário de inflação alta, esse valor é corroído.
Outros dois pontos que afetam diretamente a população são que as dívidas ficam mais caras, ou seja, vai ser pago mais juros. Afinal, se a Selic sobe os bancos vão cobrar juros maiores para emprestarem dinheiro. E isso tem efeito cascata. Uma dívida que o brasileiro comum tem, vai aumentar o seu crescimento, essa dívida vai ficar maior. E isso afeta também na geração de empregos. Com juros maiores, empresas tendem a fazer menos investimentos em expansão, já que a grande maioria das empresas, quando aumentam seus negócios, recorrem a empréstimos, seja via convencional nos bancos, ou seja via emissão de títulos. E nas duas situações, quem sofre é o brasileiro comum.
Um outro dado nada animador, é que esse cenário de Selic alta, tende a permanecer até o ano de 2028, onde deve encerrar em 10%. Pode ser uma diferença boa, afinal são quase 5% de diferença. Mas ainda persiste na casa dos dois dígitos.
Está bem Rafael, entendi que estamos em uma situação ruim. Mas não tem nada que possamos fazer? E sim, tem. E por isso que em qualquer site ou canal de investimentos, se fala tanto em se ter uma reserva de emergência e diversificação de investimentos.
Se estamos na ponta contrária do que citei acima, em vez de termos dívidas, temos o dinheiro aplicado, recebemos mais juros por isso. Quando temos nossos investimentos, eles nos protegem de uma série de problemas, e inclusive da inflação. E podemos até tirar um pouco de proveito da taxa Selic alta, visto que muitos investimentos são atrelados à Selic ou ao CDI, que geralmente fica 0,10% menos que a taxa Selic. Ou seja, se a Selic está em 14,75% ao ano, o CDI fica em 14,65% ao ano. A renda fixa nesses períodos fica atrativa. Afinal, ter um rendimento de 1% ao mês, sem precisar trabalhar por isso, é um grande negócio.
Para quem ainda está formando a reserva de emergência, essa taxa alta pode ser um bom acelerador para a formação. E para quem já tem formada, vai ganhar um pouco mais de dinheiro. E nesses períodos, tendem a aparecer algumas oportunidades. A bolsa de valores costuma ser inversamente proporcional à renda fixa. Ou seja, se a renda fixa está boa para investir, a bolsa de valores está barata. Com a renda fixa pagando pouco, ou seja, estando ruim, a bolsa de valores está melhor.
Então para quem já está com a casa em dia, com a reserva de emergência feita, pode ser um bom momento para começar a diversificar e mesmo que pouco, começar a investir em ações, por exemplo, visto que estão baratas. E quando a renda fixa deixar de ser vantajosa, já terá um montante na bolsa de valores, sem precisar ter pressa e fugir do efeito manada.
Uma outra maneira de nos protegermos da inflação, são aqueles investimentos atrelados ao IPCA. Eles pagam o IPCA mais uma taxa anual. Exemplo clássicos são os títulos emitidos pelo governo.
Bom galera, o que eu queria falar é isso. Ficou alguma dúvida? Deixa aqui nos comentários. Um grande abraço e até a próxima.








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