Reserva de emergência

Reserva de emergência

Agora vamos começar a entrar no mundo dos investimentos propriamente dito. Quitamos nossas dívidas, temos uma organização do que ganhamos e gastamos. Então, estamos prontos para o segundo passo.

A primeira coisa que nós devemos nos preocupar, é com a reserva de emergência. Ela é o pilar principal para o começo.

Sabemos que imprevistos acontecem. São inúmeras coisas que temos, que podem dar algum problema, e exigir manutenção. Pense na sua casa. Geladeira, microondas, fogão, chuveiro e tantas coisas que nós temos, que podem dar algum problema, e exigir que gastemos dinheiro.

Vai ser a reserva de emergência, que vai nos ajudar nessa hora. Com um planejamento financeiro, fazemos nossas despesas encaixar dentro do que ganhamos. Mas, vamos ser sinceros, sobra muita coisa no final do mês? Acredito que não. Comigo também é assim. Então, com a reserva de emergência, ela pagara esses imprevistos para nós. E isso, faz com que tenhamos menos preocupação, e foquemos nosso tempo e energia em outras atividades. Chegar no final do tempo do mês, preocupado como que vai pagar o pneu do carro que furou.

Mas temos que ter em mente, que a reserva de emergência, é para ser usada, como o próprio nome diz, para emergências. Não para quando conseguimos um certo valor, gastarmos a com balada, festas e outras coisas. Esse dinheiro tem que ficar guardado.

Dinheiro para outras situações, como viagens, festas, passeios e outras coisas, vai ser um dinheiro diferente desse. E vai chegar um momento em que abordarei sobre isso.

Mas, afinal Rafael, você falou e falou, mas não falou nada até agora. Então vamos lá.

A reserva de emergência, deve ser de 6 meses do seu custo de vida. E aqui, que entra o planejamento financeiro. Você deve conhecer todos os seus gastos, e saber exatamente o que é essencial e o que é supérfluo.

Os 6 meses do seu custo de vida, é tudo aquilo que você não pode ficar sem. Exemplos são conta de energia, água, alimentação, plano de saúde, transporte. É tudo aquilo, que em caso por exemplo, de um período de desemprego, você terá que continuar pagando.

Chegando a esse valor, você irá multiplicá-lo por 6, e chegará ao valor que você deve ter na reserva de emergência. Vamos a um exemplo prático.

Suponhamos que suas contas básicas, como citado acima, é de R$ 3.000,00 por mês. Então, você pega os R$ 3.000,00 e multiplica por 6. Dará um valor total de R$ 18.000,00. Esse valor será que você terá que ter na reserva de emergência. Esse valor varia de pessoa para pessoa, conforme o custo de vida de cada um. Aqui foi só um exemplo.

Bom, já sei o quanto eu tenho que ter. E por onde eu começo? Vamos lá.

A reserva de emergência, por se tratar de um valor que não é necessariamente para obter altos retornos, e você precisará ter esse dinheiro de uma forma fácil, tem que ficar em uma aplicação de fácil acesso. Já imaginou, você parado na rodovia, com o carro quebrado, e o seu dinheiro está bloqueado no banco, sem ter como pagar o guincho?  Pois é.

Temos que ter em mente, que a reserva, não é para ganharmos rios de dinheiro com ela. Então, tem que ficar guardado em uma aplicação fácil, que podemos resgatar a qualquer momento.

O mais indicado para a reserva, é um CDB de liquidez diária, que renda no mínimo 100% do CDI, ou o Tesouro Selic. São investimentos seguros, e que você tem acesso fácil.

Eu particularmente, não sou muito fã de deixar a reserva no tesouro SELIC. A minha, eu deixo em CDB de liquidez diária a 100% do CDI.

Bom, e da onde vou tirar o dinheiro para formar a minha reserva de emergência?

Nós, aqui, como bons trabalhadores CLT, temos a vantagem de saber o quanto vamos receber no próximo mês. Então, temos que nos programar para todo santo mês, separar 10% do que ganhamos, para investir na nossa reserva. Se você, por exemplo, ganhar R$ 4.000,00 por mês, R$ 400,00 irá para a reserva de emergência.

Nossa Rafael, mas tão pouco? Calma calabreso, ainda estamos no começo. Quase ninguém começa com grandes quantias. E tem maneiras de aumentar essa quantia. E existem 3, que vou abordar agora.

A primeira, é o nosso décimo terceiro salário. Se você, assim como eu, trabalha registrado, todo final de ano, você recebe ele. Então, está aí uma forma de acelerar a formação da sua reserva. O quanto você vai guardar do seu 13°, vai de você. Pode ser 10% dele, ou o 13° inteiro. Isso vai de você.

A segunda forma, menos pessoas conseguem. Mas, se você tem direito ao abono salarial, esse valor também pode ir para a sua reserva. 

A terceira forma, é conseguir dinheiro com serviço extra. Se você acha que os 10% é pouco, ou mesmo com o planejamento, não consegue separar 10% do salário para isso, uma renda extra é uma excelente alternativa. E aqui, quanto mais você ganha, mais você terá dinheiro para investir. 

Do dinheiro que você ganhar com o serviço extra, você decide o quanto irá investir dele. Seja 10% ou 100%. Lembrando, quanto mais você guardar, mais rápido você formará sua reserva.

Por hoje é só. Nos próximos posts, iremos abordar outros investimentos. Até a próxima.

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Eu sou Rafael

Mais brasileiro comum, que decidiu mudar a própria vida. Não sou um ser extraordinário, mas dedicado. Aqui colocarei minhas experiências e aprendizados.



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